A gente tem mania de repetir frases (e nem estou me referindo à do título) e talvez nem se dê conta do que elas significam, pelo menos em parte. Tem uma, muuuito comum (e que eu mesma repito ad nauseaum) que é "alegria alheia incomoda". Na verdade, é um verso daquela música "Erva venenosa". Mas, enfim... Incomoda por quê (eu tô usando o porquê certo?)? Por que é alegria? Ou por que é alheia? Em última análise, seria concluir que as pessoas são invejosas mesmo, e que a alegria do outro é motivo de incômodo puro e simples?
OK. Tá confuso. E é confuso. Ainda tomando essa frase como exemplo, eu poderia dizer então que sou invejosa. É, certas alegrias alheias me incomodam, sim. Mas não por serem alegria, e não por serem do outro. Mas porque muitas pessoas, alegres, perdem a noção de outro. Olha que coisa louca! Algumas pessoas ficam tão "cegas" em sua alegria umbilical, que esquecem que muitas vezes estão magoando o outro. Magoam porque passam por cima de possíveis sentimentos, ressentimentos, traumas, tristezas do outro. É aquela outra frase, também de letra de música: "meu mundo e nada mais". Ou trazendo aqui para o nosso papo, "minha alegria e nada mais". Nesse "nada mais", inclui-se o famigerado "o outro".
Na forma simplista de ver, se "o outro" é o invejoso, o que seria "o alegrinho", então? Egoísta? A grosso modo, sim. E não tem ninguém certo nem errado nessa história. São apenas dois lados da moeda, duas versões, duas faces, uaréva.
Sábado, Abril 25, 2009
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