Sábado, Setembro 20, 2008

Descartesiano

Não, não é um caso de "gerúnio"("falano", "amano", "comeno"). É um caso de rompimento com o método.
Afinal, cartesiano é uma palavra em homenagem a René Descartes, filósofo francês fundamental para o chamado pensamento racional.
O termo se refere a tudo aquilo organizado de forma metódica, tal qual a Filosofia do homenageado, homem do século XVII - época que abriu caminho para a superação das incertezas. Era preciso "começar tudo de novo" e, para isso, não se podia encontrar UM caminho qualquer, mas O caminho CORRETO: "o método para a ciência".
E Descartes "busca na razão - que as matemáticas encarnavam de maneira exemplar - os recursos para a recuperação da certeza científica", diz o livro da série "Os Pensadores" dedicado ao filósofo francês.
Seguindo a própria razão cartesiana, ser cartesiano, logo, é ser metódico. Lembram do famoso "penso, logo, existo" (o chamado cogito)?

Pois bem, vejam só: dizem que sou cartesiana. Logo eu, que sempre detestei matemática (passei colando). Mas até concordo, em parte. Talvez seja um pouco cartesiana - lê-se metódica - em algumas questões. Um bom sinônimo para isso é careta, embora "porra-enlouqueço (ou "porra-louquizo", como sempre falei) muitas vezes.

Hummmm, mas para fundir a sua (e a minha) cuca de vez, diria que o bacana, mesmo, é ser DESCARTESIANO.
Ser descartesiano é fazer rascunho de um texto (mais precisamente, de um certo post de um certo blog chamado Crescendolls) enquanto se caminha pela rua, sob os olhares curiosos dos demais pedestres - taí a prova da folha preenchida com letra tremida, acima.
Ser descartesiano é romper com o método, de vez em quando. É faltar a um compromisso para ir ao cinema, é puxar papo com a pessoa que parece a mais antipática do mundo, é desmarcar a hora marcada, é duvidar.
Ops... Mas se Descartes chegou ao cogito graças à idéia de que "se duvido, penso", então o próprio Descartes é descartesiano, certo?

Pois é claro, meus amigos. Se Descartes fosse cartesiano, o nome dele seria Cartes, Pedro Bó.

E viva a Filosofia!



2 comentários:

Dona Jequitibá disse...

Não convence!!!

Mari disse...

Que bom!