Sexta-feira, Abril 20, 2007

Born to be Wilde

Há pessoas que adoram decorar frases dos chamados intelectuais para repeti-las (e impressionar a mesa) nos botecos; outras recorrem a elas, as frases, para dar um suporte em trabalhos e textos (principalmente nas famosas epígrafes). Confesso que me encaixo nos dois tipos: tanto adoro soltar frases bem sacadas de autores bem sacados enquanto bebo as minhas Brahmas, como também gosto muito de enriquecer meus textos com citações bacanas.
Acredito que o queridinho dessas duas turmas (e conseqüentemente, o meu também) seja Oscar Wilde, brilhante escritor (muito mais do que um escritor, na verdade) irlandês do século XIX. Ácido, sarcástico, irônico na medida certa, criou frases antológicas, atemporais.
E eu, como sou muito boazinha, transcrevo algumas aqui. Use-as na mesa de bar, para impressionar, escreva e cole na porta da geladeira, ilustre seu trabalho acadêmico, enderece-as a alguém...
Seja wild!! (com perdão do trocadilho...)

"O mundo pode ser um palco, mas o elenco é um horror."

"Tempo é desperdício de dinheiro."

"Os bons terminam felizes; os maus, infelizes. Isso é o que se chama ficção."

"Experiência é o nome que nós damos aos nossos próprios erros."

"Para ser popular é necessário ser medíocre."

"Quando eu era jovem, pensava que o dinheiro era a coisa mais importante do mundo. Hoje, tenho certeza."

"Meus gostos são simples: prefiro o melhor de tudo."

"Uma idéia que não é perigosa não merece ser chamada de idéia."

"Não pode haver amizade entre homem e mulher. Pode haver paixão, hostilidade, adoração, amor, mas não amizade."

"Desconfiem de mulher que confessa a sua verdadeira idade. Uma mulher que diz isto, poderá dizer qualquer coisa."

"Certas criaturas têm a mania de dar bons conselhos precisando tanto deles para si... É o que chamo de cúmulo da generosidade."

"Viva depressa, morra jovem e seja um cadáver atraente."

"Devemos ser modestos e lembrar-nos de que os outros são inferiores a nós."

"Posso resistir a tudo, menos às tentações."

"Não sou jovem o suficiente para saber tudo."

"Trabalho é o refúgio dos que não têm nada para fazer."

"Cinismo consiste em ver as coisas como elas são, não como deveriam ser."

"As vitórias de ontem são menos importantes que os planos de amanhã."

Quarta-feira, Abril 18, 2007

É ela, é ela...

... a poesia. Hoje ela é a dona do dia. Vamos poetar (por favor, leiam com calma essa frase)! Fernando Pessoa, Drummond, Manuel Bandeira, Augusto dos Anjos, Vinícius de Moraes, Paul Géraldy e tantos outros... poesia de caderno escolar, de latrina, de esquina, também vale. O negócio é poetar.

Terça-feira, Abril 17, 2007

Rolling the dices

I was crying over you
I am smiling I think of you
Where your garden have no walls
Breathe in the air if you care, you compare, don't say farewell

Nothing can compare
To when you roll the dice and swear that your love's for me
Nothing can compare
To when you roll the dice and swear that your love's for me

I was crying over you
I am smiling I think of you
Misty morning and water falls
Breathe in the air if you care, you compare, don't say farewell

Nothing can compare
To when you roll the dice and swear your love's for me
Nothing can compare
To when you roll the dice and swear your love's for me
Nothing can compare
To when you roll the dice and swear your love's for me

Virtuous sensibility
Escape velocity

Nothing can compare
To when you roll the dice and swear your love's for me
Nothing can compare
To when you roll the dice and swear your love's for me
Nothing can compare
To when you roll the dice and swear your love's for me

Breathe in the air if you care, you compare, don't say farewell
Nothing

http://www.youtube.com/watch?v=RQ_y97nouX4

Segunda-feira, Abril 16, 2007

Futilidade

Confesso que ontem, dei risada. Muita risada. E lendo o jornal. Explico: estava lendo, mais precisamente, a Revista do Jornal O Globo. Mais precisamente ainda, a coluna de uma moça chamada Martha Medeiros.
Adendo: esse "moça" não tem nada de pejorativo não, viu? É que, de fato, não tenho muito a dizer sobre ela, só a conheço via "coluna de revista", portanto, não tinha outra forma de apresentá-la.
Seu texto me chamou a atenção (tanto que li)... falava sobre a futilidade humana, a grosso modo, sobre a capacidade das pessoas em pedir "bolsas Louis Vuitton" e afins em suas preces. Aquele discursinho classe média que às vezes até empolga, promove debates acirrados sobre o "vazio humano", o individualismo, egocentrismo e outros ismos.
Beleza, até aí, nada pra rir, efetivamente... porém, páginas depois, deparo-me com uma matéria intitulada "A bolsa", na qual desfilavam uma série de "socialites" elegendo o seu modelo preferido de bolsa. Nas páginas seguintes, um roteiro com "as bolsas da moda"... e estavam lá, a Hermès, a Louis Vuitton, a Marc Jacobs, e todas as grifadas da vida.

Ok, cada um gasta seu dinheiro como quer, mas o que me fez rir foi a contradição (não digo inesperada, afinal, estamos falando de "O Globo", né, babies?)... primeiro, uma coluna propondo uma reflexão sobre os valores consumistas... depois, uma série de blá-blá-blás idiotas sobre as chamadas "it bags". Dai-me paciência, ora pois! Detesto pregações, mais ainda quando dividem espaço com o fruto de suas torcidas de nariz. Convenhamos, nada mais classe média do que isso. Ou medíocre.

Para quem quiser dar uma conferida, é só pegar o exemplar da revista. Se não tiver em mãos, veja no site http://www.experimenteoglobo.com.br/flip/?idEdicao=327281ad73f9a5f42bfa31dd320f1040&idCaderno=f48ff2eca67c619c597991431d475daf&page2go=1&idMateria=4&origem=
Tem que ser cadastrado no Globo Online, para ler. Mas não deixe de, ao menos, tentar ler... é engraçado.

Quarta-feira, Abril 11, 2007

Desculpe o auê...


...Eu não queria entediar vocês...

... com mais um post, coluna, página, ou o nome predileto, estilo "diário". Isso já tá ficando enjoadíssimo, mas pobre de mim, preciso desabafar, soltar meu verbo, dar esse grito... "Começo a conhecer-me. Não existo"; "Não sei. Falta-me um sentido, um tacto para a vida, para o amor, para a glória..."; "Nada me prende a nada. Quero cinqüenta coisas ao mesmo tempo."


Nunca me senti tão bem representada como estou sendo, por Fernando Pessoa. Nunca ele e companhia (seus heterônimos) foram tão eficientes em expor tudo o que sou, ou que sinto, ou que penso. Até, porque, nem sei... talvez não esteja pensando em nada. Ou esteja pensando em tudo (o que, no fundo, equivale a nada). Confusão mental, incertezas... de repente me vi, mas não me vi como pensei que fosse. De repente me vi, mas não me enxerguei a fundo. Jornalista? Não me enxergo mais assim, neste momento... Frustrada? Não.. só não sei quem sou. Tá, nunca soube quem era, mas como vivemos de ilusões, percepções, eu percebia alguma coisa, uma face da moeda... mas só uma. Uma coisa é superficial, é pouco... cadê o holístico, cadê o todo? Meu todo. Além disso, como diria Descartes, as percepções podem nos enganar... mas não culpo um "deus maligno" por isso. Tampouco culpo a mim mesma. Não culpo ninguém... isso é só mais um detalhezinho dos famosos "mistérios da vida". Mas é extremamente chato passar por esse momento de "não saber quem é". Parece clichê de personagem barato, mas, por um momento, tudo parece perder o sentido. Acordar todos os dias de manhã cedaço perde o sentido, ler a fundo um texto perde o sentido, escrever... até escrever perde o sentido... perde porque, como já disse aqui uma vez, a gente sempre quer uma resposta imediata: Para que serve isso? Para onde isso vai me levar? E, a partir do momento em que um ponto de interrogação anda na frente, o chão deixa de existir... o caminhar é solto, desconexo, sem rota. Ok, o bacana mesmo é o sem rota, dizem que é o tal "deixar a vida nos levar"... mas, mais uma vez, eu pergunto: levar para onde? Sim, porque a gente precisa disso, de uma certezinha... a menor... e qual será essa certezinha? Dinheiro? Sucesso?


Ai, chega. Chega de tentar decifrar o indecifrável. E "dá-me mais vinho, porque a vida é nada."

Sexta-feira, Abril 06, 2007

Bloco dos (ou da) "sem"

(em ritmo de marchinha de carnaval)

Sem paciência
Sem dinheiro
Sem muita alegria (alguma ainda tem)
Sem novidades
Sem idéias

Diz aí, gente, diz no pé!! Que mais falta, hein?

Ok, mais uma brincadeira com/sem graça... mas confesso que esses últimos dias têm sido péssimos... péssimos pra mim, claro, diga-se de passagem. Não sei vocês, mas eu ando totalmente descrente... cansada de n coisas: de correr atrás, de dar satisfação, disso, daquilo... cansada de ser "correta", de fazer por onde (ou o popular "fazer a minha parte")... cansada de ser a última a saber (ou de nem saber), de levar rasteira, disso, daquilo...

"Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo".
(Fernando Pessoa)

Complemento: E eu, sendo derrotada em tudo, ultimamente (ou seria sempre?).